Murer teve temporada inesquecível em 2010
Foto: AFP
Campeã mundial indoor de salto com vara e vencedora da modalidade na Liga de Diamante, Fabiana Murer encerrou a melhor temporada de sua carreira com vitória. Neste domingo, em São Paulo, a atleta faturou o Troféu Brasil com a marca de 4,70m.
Soberana, a campineira ainda tentou bater seu próprio recorde sul-americano, 4,85m, mas falhou em suas três tentativas de superar o sarrafo postado a 4,90m - sem acertar a corrida, ela sequer conseguiu impulsionar o corpo para tentar vencer a altura estabelecida.
"Assim que saltei os 4,70m, peguei uma vara um pouco menos flexível, mas no final das duas primeiras corridas não me senti segura para fazer o salto, fiquei com medo de me machucar. Na terceira, eu tentei o salto, mas ele acabou não saindo", explicou a atleta, que atribuiu o erro ao cansaço. "Faltou resistência no fim da corrida", apontou.
A falha, porém, não abalou a confiança de Murer. "Quebrar o recorde sul-americano é uma meta a curto prazo. Sinto que os 4,90m estão próximos. Vai ser tranquilo e depois é chegar nos cinco metros", disse.
Após a decepção de não conseguir subir ao pódio da Olimpíada de Pequim, em 2008, Fabiana comemora a evolução de sua carreira. "O ano de 2010 foi melhor do que eu esperava, achava que era praticamente impossível eu terminar assim", afirmou.
Para se manter em alta em 2011, ela promete mais trabalho. "Vou sofrer mais ainda", comentou a saltadora, que não se referiu somente ao retorno às competições da russa Yelena Isinbayeva, recordista mundial que tirou os últimos meses para descansar. "Acho que o ano que vem vai ser mais difícil porque eu mesmo vou me cobrar mais", explicou.
Sono
A superioridade de Murer no Troféu Brasil foi tão grande que ela só entrou na disputa cerca de duas horas após o início, quando nenhuma de suas 11 rivais tinha superado os 4,15m - como equipamentos eletrônicos são proibidos durante a disputa, restou a ela acompanhar as outras provas e descansar. "Quase dormi", contou.
Com o apoio de sua família na arquibancada, a atleta de cara já postou o sarrafo a 4,40m, mas, ansiosa, errou o primeiro salto. Na sequência cumpriu as expectativas e superou a marca. Sem dificuldades, também passou o 4,55m e o 4,70m de cara e, contrariando o conselho do técnico Elson Miranda, foi direto aos 4,90m.
"Estava cansada e não queria fazer muitos saltos, então procurei fazer alturas espaçadas. E, ao invés de saltar 4,86m para quebrar o recorde, eu preferi ir direto aos 4,90m, que me dariam a melhor marca do ano", destacou a atleta. Não deu, mas ela afirma que sai satisfeita da disputa. "Me diverti, foi gostoso saltar aqui".
Agora Murer tira férias antes de iniciar os treinos visando a temporada 2011, na qual terá como principal desafio o Mundial de Daegu (Coreia do Sul), entre agosto e setembro, e o Pan-Americano, em outubro. A medalha de prata do salto com vara feminino ficou com Joana Costa, que fez 4,15m, enquanto Patrícia dos Santos ficou com o bronze ao marcar 4,10m.
Soberana, a campineira ainda tentou bater seu próprio recorde sul-americano, 4,85m, mas falhou em suas três tentativas de superar o sarrafo postado a 4,90m - sem acertar a corrida, ela sequer conseguiu impulsionar o corpo para tentar vencer a altura estabelecida.
"Assim que saltei os 4,70m, peguei uma vara um pouco menos flexível, mas no final das duas primeiras corridas não me senti segura para fazer o salto, fiquei com medo de me machucar. Na terceira, eu tentei o salto, mas ele acabou não saindo", explicou a atleta, que atribuiu o erro ao cansaço. "Faltou resistência no fim da corrida", apontou.
A falha, porém, não abalou a confiança de Murer. "Quebrar o recorde sul-americano é uma meta a curto prazo. Sinto que os 4,90m estão próximos. Vai ser tranquilo e depois é chegar nos cinco metros", disse.
Após a decepção de não conseguir subir ao pódio da Olimpíada de Pequim, em 2008, Fabiana comemora a evolução de sua carreira. "O ano de 2010 foi melhor do que eu esperava, achava que era praticamente impossível eu terminar assim", afirmou.
Para se manter em alta em 2011, ela promete mais trabalho. "Vou sofrer mais ainda", comentou a saltadora, que não se referiu somente ao retorno às competições da russa Yelena Isinbayeva, recordista mundial que tirou os últimos meses para descansar. "Acho que o ano que vem vai ser mais difícil porque eu mesmo vou me cobrar mais", explicou.
Sono
A superioridade de Murer no Troféu Brasil foi tão grande que ela só entrou na disputa cerca de duas horas após o início, quando nenhuma de suas 11 rivais tinha superado os 4,15m - como equipamentos eletrônicos são proibidos durante a disputa, restou a ela acompanhar as outras provas e descansar. "Quase dormi", contou.
Com o apoio de sua família na arquibancada, a atleta de cara já postou o sarrafo a 4,40m, mas, ansiosa, errou o primeiro salto. Na sequência cumpriu as expectativas e superou a marca. Sem dificuldades, também passou o 4,55m e o 4,70m de cara e, contrariando o conselho do técnico Elson Miranda, foi direto aos 4,90m.
"Estava cansada e não queria fazer muitos saltos, então procurei fazer alturas espaçadas. E, ao invés de saltar 4,86m para quebrar o recorde, eu preferi ir direto aos 4,90m, que me dariam a melhor marca do ano", destacou a atleta. Não deu, mas ela afirma que sai satisfeita da disputa. "Me diverti, foi gostoso saltar aqui".
Agora Murer tira férias antes de iniciar os treinos visando a temporada 2011, na qual terá como principal desafio o Mundial de Daegu (Coreia do Sul), entre agosto e setembro, e o Pan-Americano, em outubro. A medalha de prata do salto com vara feminino ficou com Joana Costa, que fez 4,15m, enquanto Patrícia dos Santos ficou com o bronze ao marcar 4,10m.
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